Prefeituras e órgãos públicos encontram editais de transferência voluntária, programas federais com contrapartida e chamadas de fundos setoriais (saúde, educação, saneamento, cultura).
Reunimos os editais de todas as agências que monitoramos — federais, FAPs estaduais e cultura — em um só lugar, lidos do texto oficial e datados. Veja de onde vêm os editais.
Prefeitura, câmara, autarquia e órgão estadual captam dinheiro de outro ente por edital: as transferências voluntárias da União e dos estados, os programas federais com adesão e contrapartida, os editais de fundos setoriais de saúde, educação, saneamento, assistência social, cultura e meio ambiente, as chamadas de bancos públicos para infraestrutura urbana e as chamadas de agências de fomento à inovação voltadas a cidades. A política nacional de fomento à cultura é um caso à parte: o município recebe o repasse e precisa publicar seus próprios editais.
Quem publica são os ministérios e suas secretarias, por meio da plataforma de transferências, os governos estaduais, com programas de apoio aos municípios, os fundos com conselho gestor, os bancos públicos e as agências de fomento, com linhas para infraestrutura, e as agências de inovação, com chamadas de cidades inteligentes e de compras públicas de inovação. Organismos internacionais e fundações também abrem editais para governos locais.
O que se exige de um órgão público: regularidade cadastral e fiscal do ente, incluindo a adimplência com a União e com o estado, que é o motivo mais comum de bloqueio; plano de trabalho no formato da plataforma do repasse; contrapartida, em geral proporcional ao porte do município; projeto técnico aprovado quando é obra; conselho e fundo setorial instituídos e ativos, no caso dos fundos; e capacidade de execução e de prestação de contas. Nos editais de cultura, o município precisa ter o plano e o conselho de cultura para receber o repasse.
Os erros mais comuns são a inadimplência não resolvida antes do prazo, o plano de trabalho genérico, a contrapartida sem previsão orçamentária, o projeto de engenharia incompleto e a prestação de contas atrasada de um convênio anterior, que trava o novo. Município com uma equipe de captação que acompanha as chamadas e mantém a regularidade em dia consegue acessar recursos que hoje ficam sem tomador.
O Licitário mostra os editais abertos que chamam órgãos públicos, com o que cada um é, o valor e o prazo à vista de qualquer visitante e todos os requisitos para quem tem conta. Nos planos pagos, o órgão cadastrado pelo CNPJ recebe o alerta quando abre uma chamada do seu estado e do seu tema, a régua "você se encaixa" reconhece a natureza pública pela razão social, e o funil organiza as captações com o link oficial e a fonte.