Planilha de custos e formação de preços
Também aparece como: Composição de custos · Planilha de composição · BDI
Como aparece no edital
“A proposta deverá vir acompanhada de planilha de custos e formação de preços, detalhando os componentes que integram o valor ofertado, para aferição de sua exequibilidade.”
Em português
É a proposta aberta por dentro: quanto é mão de obra, quanto é material, quanto são encargos e impostos, e qual a sua margem. Em serviço contínuo com gente alocada ela detalha o custo por trabalhador; em obra, aparece o BDI, o percentual que cobre despesas indiretas e lucro.
Por que isso importa para você
É o documento que salva o seu preço agressivo. Quando o pregoeiro desconfia que ficou barato demais, é a planilha que prova que a conta fecha — sem ela, vem a desclassificação. Monte-a de verdade, com seus números reais, antes da sessão; ela também é o seu freio, porque olhar a planilha na hora do lance impede o lance que come a própria margem.
Termos que andam junto com este
- Preço inexequívelÉ o preço tão baixo que a conta não fecha. Antes de desclassificar, o órgão dá a chance de você provar que consegue — mostrando nota de compra do fornecedor, planilha de custos, contrato parecido já executado. Em obra e serviço de engenharia existe um percentual de referência abaixo do qual a proposta já é presumida inexequível.
- PropostaÉ a sua oferta formal: o que você entrega, por quanto, e por quantos dias esse preço fica de pé. "Nele incluídos todos os custos" é a frase mais cara do edital — quer dizer que frete, imposto, embalagem, mão de obra e qualquer despesa já estão dentro do preço que você digitou. Depois não se acrescenta nada.
- LanceÉ o leilão ao contrário: aberta a etapa, cada empresa vai reduzindo seu preço para tentar ficar em primeiro. Você só vê os valores, nunca quem são os concorrentes — a identificação só aparece no fim.
- DesclassificaçãoÉ a proposta ser eliminada por PREÇO ou por conteúdo — diferente da inabilitação, que é por documento. Você é desclassificado quando o preço fica acima do teto, quando é inexequível, ou quando a proposta descumpre o que o edital pediu (marca errada, prazo menor, item faltando).
Outros verbetes que mencionam este
- Reajuste e repactuaçãoÉ como o preço do contrato acompanha a inflação com o tempo. O reajuste aplica um índice (como o IPCA) depois de um ano. A repactuação é o parente usado em serviço com muita mão de obra: em vez de índice, o reajuste segue a variação real do custo — principalmente o novo piso da categoria após o acordo coletivo.
- Reequilíbrio econômico-financeiroÉ o conserto do contrato quando algo imprevisível e fora do seu controle estoura o seu custo — o dólar dispara e o insumo importado triplica, um imposto novo aparece no meio do contrato. Diferente do reajuste, que é anual e por índice, a revisão é pontual e depende de você provar o desequilíbrio.
- Vistoria técnicaÉ ir ao local antes de dar preço — ver o prédio que vai ser limpo, o terreno da obra, o espaço da reforma. O edital pede a vistoria ou aceita, no lugar dela, uma declaração de que você conhece as condições do serviço.
Esta é uma explicação em linguagem simples de uma regra pública e não substitui a leitura integral do edital nem orientação jurídica. Prazos, valores e exigências podem mudar por lei, decreto ou regulamento — o que vale para a sua disputa é o que está no edital. Voltar ao glossário.